Archive for August, 2009

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tell me that you gotta show me.

August 18, 2009

olha, pra fazer dois posts seguidos é sinal que tem alguma coisa muito estranha acontecendo. quando se sabe o que é, beleza ‘bora atacar o culpado.

agora

quando é uma coisa meio-que-do-nada, fica um pouco mais tenso.

aí começam a retrospectivas

foram os cinco andares do ccbb? foi a meia-volta na praia de ipanema mal acompanhado? foi ver meus amigos e dizer pra eles que não os verei nos próximos três meses salvo raras excessões?

tudo o que eu sempre pedi pra mim está acontencendo e ainda sim falta alguma coisa. tenho minha casa só minha, minhas tecnologias, minhas músicas (ah, minhas músicas), meus livros e meus etc. e ainda sim sinto uma prisão, como se eu tivesse que dar um passo maior do que minhas pernas conseguem alcançar, como se eu tivesse que mudar alguma coisa que não está funcionando. sinto que deveria tomar um caminho diferente onde ao final dele estaria uma versão branda de mim.

mas num raciocínio lógico, tudo está andando da forma que deveria

então eu volto ao bukowski. já disse uma vez que não dá pra ser do jeito que ele falou porque eu tenho minhas frescuras e etc. mas ele conseguia sentir tudo tão intensamente e tudo que bastava para viver até os setenta e quatro anos era apenas não acordar antes do meio dia.

e isso não rola agora.

no sábado estavamos colocando os pontos negativos de ter um pouquinho de cultura (leia-se ter lido mais de meia dúzia de livros). saber de todas as possibilidades pode não ser a boa porque não dá pra optar por todas elas.

e eu não posso mais fica brincando de mudar minha vida a cada três anos.

e olha que li 90 páginas hoje, preparei todas minhas aulas da semana, e dei inicio a um quinto projeto, e conversei trivialidades com outrem(s).

ócio passa longe, mas os últimos quinze minutos da noite se segunda-feira é sempre assim. então, vou culpá-los pra poder dizer que  já me sinto bem melhor.

o álbum de fundo é my friend goo, sonic youth.

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been kicking up sparks to set the flames free.

August 17, 2009

é só mais um daqueles dias onde sensibilidade é tudo o que exala de mim. me impressiona quão quebrável posso ser por uns instantes.

talvez a véspera do começo do fim do ano.

talvez o passeio no centro.

talvez o doce de leite latte do meu lugar preferido.

talvez o que eles me disseram. e disseram. e comentaram. e sugeriram. e se importaram.

tantas palavras nessa língua, particulamente, nesse momento, e eu não consigo montá-las de forma a significarem algo que eu gostaria de dizer. ele até me falou sobre isso nesses dias durante nossos bons momentos, mas nem lembrei que também era meio-que comum ocorrer comigo, já que ultimamente era tudo tão claro.

um pouquinho de sigur ros basta pra perceber que eu estou sentindo falta de mim. não fazer todas coisas que gostaria de fazer, com a frequencia pretendida é algo que vai contra o que almejo. já comentei sobre há uns duzentos posts atrás.

falando em posts antigos, quando ele me disse que passou por aqui, eu fiquei curioso pra lembrar quem eu era e resolvi ler tudo de novo.

e foi bom,

porque eu lembrei quem eu sou – e não quem eu era – , e tudo que tá aqui continua valendo, só que com um pouquinho – bem pouquinho –  de amadurecimento.

mas quando recaio nesses momentos, percebo que a linha do tempo não é relevante aqui. sentimento é sentimento e e os meus sempre apareceram da mesma forma. senoidal. neste momento quase certeza ser +1.

o que é bom,

porque é coerente.

mas acho que era isso que eu pretendia dizer. quando seu tato é sua mente, os caminhos tornam-se pouco mais abstratos.

teoricamente,

deveria ser um problema simples.

acho que vou começar pela listinha. sempre a listinha.

o álbum de fundo é me› su› í eyrum vi› spilum endalaust, sigur rós.

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judy never felt so good except when she was sleeping.

August 4, 2009

daí que eu reclamei há uns meses que eu não era capaz de sentir mais nada de forma nenhuma.

meanwhile

comecei a voltar devagarzinho.

e nem sabia que aqueles responsaveis por me deixar com todos os sentimentos de nothing else mathers regressariam todos de uma vez num espaço de dias fazendo tudo acontecer de novo.

desta vez é mais complicado porque o presente é mais presente.  e não tá valendo fugir.

um passeio pelo centro que termina pegando a barca de volta pra casa ajuda a perceber os eventos interiores e me joga a perceber que tem coisa demais aqui dentro.

é melhor que se comecem a aumentar os estimulos exteriores. do contrário, vai dar merda. decidir nunca foi ‘umas das coisas que eu sei fazer’. sei muitas aliás, mas não isso.

resumindo:

but it’s best to finish as it started

with my face head down just staring at the brown formica

it’s safer not to look around

I can’t hide my feelings from you now

there’s too much love to go around these days.

o álbum de fundo é camera obscura, my maudlin career.