Archive for January, 2006

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the world is full of crashing bores

January 31, 2006

“… eu passei só quarenta e oito horas pensando para chegar a um monte de conclusões que já deveria imaginar desde uns meses atrás. bem, não serão mudanças claras de comportamento, vai ser mais uma coisa relativa aos olhos do observador. fatos e acontecimentos. personalidades. amor, ódio e egoísmo. sei que faço parte desse círculo de pessoas, deste círculo vicioso. ah, mas eu amo as pessoas, e elas sempre serão minhas…”

serei um pouco mais incisivo,
falarei umas coisinhas a mais,
vou deixar bem claro que álguem precisa abrir os olhos – antes que seja tarde demais.

e daí se eu sumo as vezes?
janeiro é um mês sem rotina.
eu acordo numa cidade e durmo na outra.
vejo e conheço mil pessoas.
bebo a mesma quantidade dos outros meses somados.

aí,
chega dia 31,
e eu estou completamente preparado pra seguir o ano.
voltar a ter rotina e vida regular.
ah, eu gosto de regularidade e disciplina.
senti falta.

estou com saudades e sinto-me feliz por estar de volta.
afinal de contas, tenho pendencias a resolver nas próximas semanas.

alguém vai ter que ceder.

o álbum de fundo é placebo, meds.

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ele estava fedendo hormônios

January 17, 2006

quando acordou num desses domingos quentes da cidade e olhou para o lugar que ele desconhecia.
ele estava sozinho e com muitas dores, inclusive de cabeça. não lembrava ao certo da noite passada, só havia lembrado o que havia acontecido de mais marcante. sem forças para qualquer coisa, o máximo que fez foi beber o copo de água quente que estava na cômoda ao lado.
começou a fazer o que ele já deveria estar fazendo há tempos: pensar.

ele estava pensando o quanto estava sendo cruel com o mundo, cruel com ele e seu corpo por todos esses últimos anos. encontrava-se perdido num caminho onde não se podia voltar, mas também não se podia dar um passo a frente.

estagnado.

completamente estagnado estava ele alí por mais ou menos uma hora, enfrentando tal realidade que sempre o consumiu sem perceber. todas essas noites viradas, todas essas casas e festas estranhas por onde tinha passado estava vindo a mente. todos os tetos diferentes em um tempo tão curto.

não pensou em conceitos de certo ou errado, e sim, o que ele deveria ou não ter feito ou fazer, dalí pra frente.

desculpas, ele pensou.
desculpas que não deveriam ser desculpadas, e sim, explicadas a outrem.

ele só pedia um ponto final, e um parágrafo.
porque ele não sabe, mas sente.
sente o que quer fazer, e pretende esclarecer tudo num próximo parágrafo, onde irá conter poucas agressões a si e aos outros, sinceridades, palavras em contexto e verdadeiras que o deixará levar seu amor da forma mais pura.

mas, por enquanto, este parágrafo da sua vida só está sendo sentido, e não escrito.

o álbum de fundo é clor, clor.

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já que resolveram

January 12, 2006

que esta noite seria prudente eu dormir na minha própria casa,
com essa dúzia de familiares-visitantes,
nesta meia dúzia de metros quadrados,
me restou,
a opção de abrir a gaveta onde deixo a minha pequena caixa que abriga umas memórias, uns problemas, e umas soluções.

peguei duas pílulas de uma dessas soluções
e estou esperando uns vinte minutos
até sua concretização.

depois, terei umas sete horas
deitado
na minha cama
deixando meu cérebo pensar sozinho
e sonhar… e sonhar…
sonhar aqueles sonhos que podem ser lindos
(ou turbulentos)
mas
seja como for,
é o meu momento.
e vou aproveitá-lo.

o álbum de fundo é ladytron, witching hour.

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querido diário,

January 8, 2006

acho que estou comendo demais.
e também dormindo mal – ou errado, ou alcoolizado, ou dopado.

meu organismo está começando a reclamar dos excessos excecivos.

minha família veio passar o final de semana na minha casa, e,
resolveu ficar até o outro final de semana.
(isso pode não ser bom – deveriam ter escolhido outra semana, eu não ligaria)

tenho ainda duas semanas para fazer-o-que-quiser, com-quem-quiser.
mas minha casa cheia causa brainstorm.

duas metas para os próximos dias:
# 1:
aproveitar o máximo possível.
# 2:
descobrir como aproveitar o máximo possível.

o álbum de fundo é the cure, wish.

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o presente. (de presentear)

January 5, 2006

neste ano
eu não darei o presente.

porque me fogem as palavras
e não existe nada comprável
nada físico ou palpável que possa ser entregue
a quem o mereçe.

ficarei martelando
até achar uma luz
ou esperar
até fabricarem este tipo de presente.

o álbum de fundo é placebo, black market music.

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ei, manhã bonita.

January 4, 2006

que me trouxe em casa cheia de novas revelações.

e,
sempre achamos que chegamos ao último degrau.
daí,
subimos mais um.
quantos momentos sublimes a vida nos proporciona.

o tal oposto daquela lei: nada é tão bom que não possa melhorar.

o álbum de fundo é tori amos, boys for pele.

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olá, realidade.

January 1, 2006

olá 2006 que chega juntinho cheio de promessas e etc.
olá tudo igual, mas, com um toque de positivismo.

ah, que passagem.
isso deve significar alguma coisa. boa.

vamos esperar as próximas semanas.
aquelas
onde tudo pode acontecer. :)

o álbum de fundo é björk, homogenic.