1. fitter, happer, more productive, comfortable, not drinking too much.
hoje o despertador tocou faltando dez minutos pras seis da manhã, e, por um minuto eu acreditei que havia sido um terrível engano. afinal, hoje é domingo. bom, mas não era. de fato, eu tinha que levantar para trabalhar. então, eu fui trabalhar.
depois que eu percebi que hoje é domingo, eu pensei, pela lógica temporal adotada há muito tempo atrás, que amanhã já será segunda. mas a questão não é que amanhã é segunda, e sim que sexta-feira foi ante-ontem. e sábado, ontem, eu passei o dia todo curtinho uma ressaca que me proibiu de ter pensamentos lineares. logo, a análise sobre a última semana e seus últimos dias teria que ser feita todinha hoje, e, adivinha, eu não consigo condensar nada em minha cabeça.
então, já que a minha razão tirou férias há muito tempo, eu só consigo sentir. sinto os cheiros, os dedos da minha mão carregados, etc etc etc, sinto coisas esquisitas. sinto vazio e sem propósito. digo não quando teoricamente era pra dizer sim, e sim quando o mais apropriado seria dizer não. mas na maioria das vezes só respondo talvez.
utilizando este princípio, ficou muito claro o que eu sou. e o que eu quero. eu quero simplesmente poder ter as chances de sentir qualquer coisa que seja intenso. intenso mesmo. de verdade. nove canções. apagar tudo o que está ao meu redor. noitada. apagar. acordar e resetar. é como eu me sinto.
qualquer um que me vê, assim, por aí, vai ter uma impressão que eu sou uma pessoa completamente diferente do que eu sou. pois meus dias são completos, e eu faço tudo direitnho, mas tudo o que eu tenho feito não tem me dado as devidas emoções.
contradizendo-me
eu tava olhando o calendário aqui e pensando quais os próximos dias que eu terei a chance de me olhar no espelho e me ver.
2. kind of guy who mates for life.
ajuda muito quando aparecem elogios que não se espera. aí depois aparecem mais outros. e outros. aí dá dois minutos, você fode com tudo. perdeu, playboy. quem sabe numa outra vez.
3. people are strange.
eu estava pensando em megalomania, mas o termo não foi apropriado.
tenho observado as pessoas de vez em quando. eu penso tanto que a gente deve ter de fazer alguma coisa que faça diferença. isto quer dizer, estou tentando ser o menos egoísta comigo e com o mundo. pensando em aquecimento global, em bill gates combatendo a pobreza na áfrica. mas as pessoas tão indo pro lado contrário e culpam o brasil por isso. e, puta merta. até têm razão. eu sou a última pessoa pra julgar. meu dinheiro é um pouco sujo de petróleo, e eu nem trabalho pra ongs. muito menos sou a favor delas. mas isso nem é importante agora.
esse é o discurso mais hipócrita que eu já fiz. mas, é que falando parece assim. mas quando colocado no lápis e ver quem faz coisa de verdade pro mundo, eu quero fazer diferença que nem a madre teresa. eu só não gosto de ver as pessoas fazendo as coisas pelo simplesmente ter que fazer.
4. well there was a time when you let me know/what’s really going on below/but now you never show that to me do you?
[...]
“são nove horas, preciso ir embora.”
“mas… mas…?”
“é. tá tarde.”
“é. é verdade.”
“tchau!”
“tchau.”
[...]
another sunny day.
[...]
é óbvio que é por essas e outras que os pensamentos ficam tão dispersos. conversar mais comigo do que com o resto do mundo não tem sido a melhor das opções. posso provar desenhando um gráfico, se você quiser.
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o álbum de fundo é, vanilla sky (ost).