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there’s too much love.

July 8, 2009

uma sequencia arremassada de dias que se fundem com as noites que se fundem com os dias que terminam nas noites e junto as reponsabilidades que se fundem com as irresponsabilidades e, nothing else matters, porque não falto com meus deveres, sirvo de exemplo, e there’s too much love em qualquer lugar que eu vejo.

num dia como hoje, um céu azul irradiando um sol que não esquenta, nem me lembro quão desestruturadas as coisas estão.

afinal de contas,

nunca fui racional mesmo. :/

o álbum de fundo é, jeff buckley, sketches for my sweetheart the drunk.

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the state I am in

May 18, 2009

o que me destrói profundamente é quando a oportunidade passa do seu lado, duas vezes, do nada, minutos antes ou minutos depois.

não é nenhuma questão de sentimento, bem o oposto, na verdade.

é apenas algo pra preencher o resto de domingo de um final de semana de sonhos vívidos, ou o inverso.  só pra não ter sobrado essa última hora do fim de semana pra ter que pensar na minha vida.

*skins*

o álbum de fundo é elbow, the seldon seen kid.

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gobbledigook

May 12, 2009

em uma sucessão de dias que se passam com um copo de absolut com gelo na mão indo dormir depois de o sol nascer, e ver que cada noite supera a noite anterior faz perceber que o ápice está tão perto,  tão perto, e que as coisas não tem como ficar melhores.

ou seja,

quanto mais alto chega, maior é a queda. (dã!)

como resolver problemas que ainda não apareceram é a pergunta.

o álbum de fundo é neon bible, arcade fire.

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you’re the funny little frog in my throat.

September 15, 2008

então ontem quando a gente mencionou um breve comentário sobre bukowski, foi o início de uma reação em cadeia, que me fez perceber que eu tinha parado já de pensar há um tempinho.

era bem óbvio isso, visto que qualquer mané podia perceber que tudo que eu tenho feito é mecânico e temporalmente controlado. mas tudo bem, eu não me culpo. as coisas que eu tenho que fazer num dia, claramente não cabem em um dia.

mas bem que vai poder ser diferente. antes do comentário de ontem, ante-ontem, uma sexta-feira, eu tinha chegado de todos meus afazeres e completamente cansado, então que eram meia noite e eu já estava comido e de banho tomado, pintou um ‘vamo sair? tipo, agora?’.

qualquer outros dias que antecederam este, salvo ocasiões especiais como despedidas, eu teria dito ‘ah mas é que eu tenho que acordar cedo e trabalhar e estudar e arrumar a casa e ir no mercado então vou ficar deitado e dormir cedo ciclo loser adult swim enquanto a vida vai rolando lá fora…

e num momento que eu parei e pensei eu disse ‘tá beleza tô saindo de casa’.

e então, eu vou voltar a fazer isso pra sempre e, bom, reorganizar minhas listas de prioridade.

essa não tava dando certo mesmo. ://

 

um parêntesis:

these things 

charles bukowski

these things that we support most well

have nothing to do with up,

and we do with them

out of boredom or fear or money 

or cracked intelligence; 

our circle and our candle of light 

being small, 

so small we cannot bear it, 

we heave out with Idea 

and lose the Center: 

all wax without the wick, 

and we see names that once meant 

wisdom, 

like signs into ghost towns, 

and only the graves are real.

 

o álbum de fundo é belle and sebastian, dear catastrophe waitress.

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don’t leave me high, don’t leave me dry

February 25, 2008

não que eu seja, assim, idiota.

mas a história de the waiting drove me mad vem ao caso quando eu espero as coisas desse jeito. se você não pode me dar o que eu espero, então por favor, não diga que vai me dar o que eu espero.

já você, até que eu dormiria uma – ou duas – noites. só pra preencher esse aparente vazio. 

então

I guess I thought you had the flavour, mas agora já nem sei mais. vai rolar uma semana aí bacana. tipo aquelas fases de transição que a rapaziada profissional que entende dessas coisas clama por dizer que é o melhor.a partir daí a gente vê como ficam as coisas.

mal, não pode fazer

porque, depois de ontem, ah, só melhora.

o álbum de fundo é we are scientists, with love and squalor.

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bitter sweet

February 23, 2008

estava vendo arquivo x. era a história de um cara que tinha, tipo, muita sorte. mas pra isso ele deixava todos ao seu redor sem menor sorte (para não dizer azar). foi quando o mulder perguntou ‘tipo, qual é da parada?’ o cara disse que deveria se tratar de equilíbrio or something like that.  

claro que eu não pude deixar de me perguntar… pra cada hora de nirvana que eu tenho, quantos dias tenho que passar meio-que na merda? 

na boa que quando eu souber o fator correto eu farei uma regra de três, e me programarei melhor. 

o álbum de fundo é radiohead, the bends.

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njósnavélin

February 18, 2008

é que eu estava esperando uma coisa assim-assim.

só esperando a estação acabar pra poder voltar a maravilhosa rotina qual não preciso pensar em nada. ’mas  sabe…’, pensei. ‘o que fazer nesse meio tempo?’ 

aí, a velha coisa de uma coisa que leva a outra coisa, e, oh, a velha rotina começa amanhã, e eu não estou nem um pouco a fim. eu só quero voltar todo um período de mês e meio, e fazer tudo de novo, igualzinho.   

que o problema de não esperar nada mais do que curtição, é que, se pinta algo mais que curtição, eu fico todo perdido porque não tenho a menor prática com essas coisas que acontecem de repente, não sei mesmo administrar, e fica assim então.  

todas minhas fichas estão sobre a mesma aposta. e, nem é um jogo. na verdade, não deve ser nada muito fora do normal. mas como qualquer explosão de sentimentos repentina me altera – tipo – bonito, eu fico aí, todo em outro mundo.  

‘bora esperar mais uns dias, trabalhar um pouco e etc.  

o álbum de fundo é vanilla sky (ost).

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hey hey, it´s ok.

October 15, 2007

foi quando eu subi a ladeira de carro, e parei em frente. não demorou nem um minuto para que o portão automático se abrisse. estava tudo muito escuro, mas eu ainda consegui ver lá no fundo entre as árvores, as luzes que iluminavam as janelas. as mesmas janelas de sempre. o quarto do portão ficou aberto uns poucos segundos. todas as fotos eu tentei jogar lá pra dentro antes que o portão se fechasse novamente. não consegui. a ultima foto, do portão se abrindo e e imagem das árvores atrapalhando as luzes que iluminavam a janela, as mesmas janela de sempre, ainda ficou do lado de fora. fechei os vidros ascendi um cigarro e desliguei o rádio. tremi um pouco antes de arrepiar. desci a ladeira e tudo voltou a sua aparente normalidade quando eu voltei para rodovia.

o álbum de fundo é sonic youth, experimental jet set, trash & no star.

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[...]and i am throwing all my thoughts away[...]

August 7, 2007

mesmo o sol tendo passado o dia todo sorrindo que nem o mascote do pan, eu não conseguia parar de pensar que eu queria uma daquelas camisas que fazem paródia de ‘intel inside‘ para uma bitter inside.

simplesmente, vim pra casa, encerrando meu dias quatro da tarde.

como se não bastasse, usei as ferramentas do google usando um parâmetro, apenas um, só para ter a certeza que eu não sou pessoa muito inteligente. :/

o álbum de fundo é sufjan stevens, seven swans.

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brainstorm: 10 mil pensamentos/segundo

August 5, 2007

1. fitter, happer, more productive, comfortable, not drinking too much.

hoje o despertador tocou faltando dez minutos pras seis da manhã, e, por um minuto eu acreditei que havia sido um terrível engano. afinal, hoje é domingo. bom, mas não era. de fato, eu tinha que levantar para trabalhar. então, eu fui trabalhar.

depois que eu percebi que hoje é domingo, eu pensei, pela lógica temporal adotada há muito tempo atrás, que amanhã já será segunda. mas a questão não é que amanhã é segunda, e sim que sexta-feira foi ante-ontem. e sábado, ontem, eu passei o dia todo curtinho uma ressaca que me proibiu de ter pensamentos lineares. logo, a análise sobre a última semana e seus últimos dias teria que ser feita todinha hoje, e, adivinha, eu não consigo condensar nada em minha cabeça.

então, já que a minha razão tirou férias há muito tempo, eu só consigo sentir. sinto os cheiros, os dedos da minha mão carregados, etc etc etc, sinto coisas esquisitas. sinto vazio e sem propósito. digo não quando teoricamente era pra dizer sim, e sim quando o mais apropriado seria dizer não. mas na maioria das vezes só respondo talvez.

utilizando este princípio, ficou muito claro o que eu sou. e o que eu quero. eu quero simplesmente poder ter as chances de sentir qualquer coisa que seja intenso. intenso mesmo. de verdade. nove canções. apagar tudo o que está ao meu redor. noitada. apagar. acordar e resetar. é como eu me sinto.

qualquer um que me vê, assim, por aí, vai ter uma impressão que eu sou uma pessoa completamente diferente do que eu sou. pois meus dias são completos, e eu faço tudo direitnho, mas tudo o que eu tenho feito não tem me dado as devidas emoções.

contradizendo-me

eu tava olhando o calendário aqui e pensando quais os próximos dias que eu terei a chance de me olhar no espelho e me ver.

2. kind of guy who mates for life.

ajuda muito quando aparecem elogios que não se espera. aí depois aparecem mais outros. e outros. aí dá dois minutos, você fode com tudo. perdeu, playboy. quem sabe numa outra vez.

3. people are strange.

eu estava pensando em megalomania, mas o termo não foi apropriado.

tenho observado as pessoas de vez em quando. eu penso tanto que a gente deve ter de fazer alguma coisa que faça diferença. isto quer dizer, estou tentando ser o menos egoísta comigo e com o mundo. pensando em aquecimento global, em bill gates combatendo a pobreza na áfrica. mas as pessoas tão indo pro lado contrário e culpam o brasil por isso. e, puta merta. até têm razão. eu sou a última pessoa pra julgar. meu dinheiro é um pouco sujo de petróleo, e eu nem trabalho pra ongs. muito menos sou a favor delas. mas isso nem é importante agora.

esse é o discurso mais hipócrita que eu já fiz. mas, é que falando parece assim. mas quando colocado no lápis e ver quem faz coisa de verdade pro mundo, eu quero fazer diferença que nem a madre teresa. eu só não gosto de ver as pessoas fazendo as coisas pelo simplesmente ter que fazer.

4. well there was a time when you let me know/what’s really going on below/but now you never show that to me do you?

[...]

“são nove horas, preciso ir embora.”

“mas… mas…?”

“é. tá tarde.”

“é. é verdade.”

“tchau!”

“tchau.”

[...]

another sunny day.

[...]

é óbvio que é por essas e outras que os pensamentos ficam tão dispersos. conversar mais comigo do que com o resto do mundo não tem sido a melhor das opções. posso provar desenhando um gráfico, se você quiser.

[..........]

o álbum de fundo é, vanilla sky (ost).